Já repararam que as estampas estão cada vez mais diferentes? Cada temporada tem uma em alta, elas vão se diversificando com os meses... Antigamente só se ouvia falar nas listras e flores... a estampa de animal print era algo muito ousado, poá era vintage e o grafismo era descolado. E o que essas estampas representam hoje? Algo básico, onde você tem que ver os complementos e definir se o look é elegante ou casual. E isso é realmente bom, estamos mais ligados com a moda e com as tendências. Inclusive esse post aqui do Fashionismo fala isso a importância dos blogs de modas e a divulgação rápida das tendências.
O tão falado mix de estampas? Antigamente só se via nas passarelas, nenhum pouco usável e hoje já temos muitos mix (texturas, estampas, cores e etc) nas ruas... Para terem uma ideia com o pouco tempo que tenho o blog (10 meses mais ou menos) já vi várias estampas dentre elas podemos citar: listras (nas horizontais e verticais), animal print (estampa de oncinha, zebra, vaca e cobra), poá (que vão além das cores preto&branco), estampas psicodélicas, estampas tropicais, grafismos, xadrez, estampas geométricas, as de frutas, legumes, verduras, flores, estrelas, borboletas, corações e por aí vai... sem falar das estampas personalizadas das marcas.
E estamos falando só das estampas. Se fosse falar das outras tendências ficaria até amanhã... É por isso que o estilo é tão importante (o estilo pode mudar? Sim, pode! E muda... uma pessoa de 20 anos não terá o mesmo estilo aos 40. Mas estilo é algo independente das tendências, representa o que você é, as tendências são passageiras), das estampas acimas quais que vocês usaram? Claro que muitas aindas estão na "moda", outras já se foram e outras ainda estão por vir. Afinal, moda não é isso?
A moda é algo que se recicla, está em constante transformação... Mas ainda assim com tantas tendências borbulhando, a cada semana de moda o que procuramos são novas tendências, queremos novidades (sim, novidades!), a globalização faz com que nós, consumidores, busquemos sempre novidades. Sinto falta do ual, que magnífico! e não estou falando dos vestidos/peças maravilhosas que são desfiladas pelos tapetes vermelhos do mundo não, nem de tendências... estou falando de algo inovador. Acho que a moda precisa de algo novo...
Isso foi só um desabafo/reflexão mas acabou ficando bem longo. Enquanto essa novidade não vem... Vamos falar de mais uma estampa tendência? A nova aposta é a do fundo do mar e separei algumas inspirações para quinta.
A marca Versace trouxe para sua antiga coleção verão 2012 estampas do fundo do mar com signos do zodíaco e no SPFW a estampa voltou as passarelas com a marca Iódice que teve como referência para a nova coleção “idas e vindas da água e na leveza do que não pode ser represado”.
Até o cenário do desfile da Iódice lembrava o mar... esse vestidinho ficou com movimento, a peça é leve e estilosa.
A estampa aparece mais em vestidos, a peça acima é bem elegante.
Fenda + estampa fundo do mar = look de verão. Achei que a rasteirinha finalizou bem o look.
Selena Gomez para divulgar seu perfume apostou no conjuntinho de estampa do fundo do mar. Ela ficou graciosa e eu gostei do look, esse blazer deixou o look mais elegante e quebrou um pouco o cropped top.
O que acham da estampa do fundo do mar? Vão aderir a tendência? Ah, lembre-se o seu estilo é o que realmente importa. E qual é o seu estilo? O texto ficou bem grande mas é só a minha opinião/reflexão... Beijos e boa quinta.
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quinta-feira, junho 14, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Texto do dia.
Oi gente! Hoje separei dois textos para a tag #textododia, ambos do Fernando Sabino. Não sei se vocês conhecem o segundo texto mas é um dos meus favoritos do autor, bem engraçado com uma moral divertida.
De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!
(Fernando Sabino)
O Homem Nu
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão.
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror.
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
(Fernando Sabino)
O que acharam dos textos do dia? Bem engraçado o segundo texto, não? Beijos.
De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!
(Fernando Sabino)
O Homem Nu
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão.
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror.
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
(Fernando Sabino)
O que acharam dos textos do dia? Bem engraçado o segundo texto, não? Beijos.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Texto do dia.
Oi gente, hoje é quarta e como de costume tem os textos do dia. Nosso tema hoje é de transformação + frase aleatória. Separei um lindo texto sobre a transformação da pipoca (oi?).
“Você já estourou pipoca? Se já o fez, deve ter observado a bela transformação do milho duro em pipoca macia. Imagine o milho, fechado dentro da panela, sentindo cada vez mais o ambiente ficar quente. Deve pensar que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Imaginar aquilo de que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca macia.
Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Imaginar aquilo de que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca macia.
Podemos nos comparar ao milho de pipoca. Somos muitas vezes criaturas duras, insensíveis, incompreensíveis. Tantas vezes, com uma visão distorcida da vida, sem valores reais. Também sofremos transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar. Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos a descobrir e que nos atormenta um largo tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma indiferença e uma dureza assobrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser está ótimo. Por outro lado, existem pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Acham que não pode existir nada mais maravilhoso do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Essas podem ser comparadas ao piruá: aquele milho de pipoca que se recusa a estourar e fica no fundo da panela, depois do alegre estouro da pipoca.
Ser piruá ou pipoca estourada, eis uma opção.
Ser piruá ou pipoca estourada, eis uma opção.
Aquele que deseja ser feliz e fazer os outros felizes aceitam as lições das dores, tornando-se maisafáveis, gentis no trato, ponderados no falar. Aprendem a usar aempatia, a fim de compreender as dores alheias.Jesus realizou seus labores juntos aos sofredores de todas os matizes.Com Ele, todo e qualquer sofrimento terá remédio. Os sofredores encontrarão o necessário amparo e a vida de todos terá a luz e o rumo dos quais precisamos para a completa felicidade dos dias futuros.”
(Dr. J. Moreira)
"A diferença do amor e do ódio, é que pelo ódio a gente mata, e pelo amor a gente morre..."
(Renato Russo)
O que acharam do texto do dia? Linda essa comparação da pipoca, né? Beijos e não seja um piruá da vida.
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Texto da semana - Entender que não entende.
Quanto tempo que não posto um texto aqui no blog, né ? Resolvi colocar hoje um texto de uma das minhas autoras brasileiras favoritas, Clarice Lispector. O tema do texto de hoje é "Entendo que não entendo" de Clarice.
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
(Clarice Lispector)
Clarice sabia escrever bons textos, esse é ótimo para reflexão. O fato de não entender tem que ser um entendimento e o entendimento não tem que ser uma barreira para procurar outros temas/assuntos para entender. E vocês o que acham do entender ? Gostaram do texto ? Gostam de Clarice Lispector? Beijos.
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
(Clarice Lispector)
Clarice sabia escrever bons textos, esse é ótimo para reflexão. O fato de não entender tem que ser um entendimento e o entendimento não tem que ser uma barreira para procurar outros temas/assuntos para entender. E vocês o que acham do entender ? Gostaram do texto ? Gostam de Clarice Lispector? Beijos.
sábado, janeiro 07, 2012
Feliz dia do leitor !
Oi gente, hoje 7/1 é dia do leitor. Ok, mas o que isso tem a ver com o Fama and Moda ? É simples só o fato de vocês estarem lendo o blog já estão exercitando uma das melhores atividades: a leitura. Eu amo ler e toda semana tento colocar um texto reflexivo aqui no blog, o de hoje (está especial, são três textos e) tem tudo a ver com leitura. O primeiro texto é do Fernando Pessoa (Ele está ficando popular aqui no blog, né ? rs.), o segundo é sobre a felicidade, o autor é desconhecido e o terceiro explica a leitura.
"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
(Fernando Pessoa).
A Idade de Ser Feliz
"Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa."
( autor desconhecido).
"Qualquer que seja o tipo de texto, o leitor sempre será interpelado pelo conhecimento que já adquiriu ao longo de sua vida. Nesse sentido, "ler" não é apenas decodificar o que está escrito, mas, também isso, é compreender os significados mediatizados no texto. A compreensão é um processo dinâmico, no qual fazemos uso dos nossos conhecimentos prévios e interagindo com as pistas fornecidas vamos construindo o sentido global do texto. Assim, o texto, como se vê, pode apenas programar a leitura: é o leitor que deve concretizá-la." (JOUVE, 2002, p.74).
Dicas do Fama and Moda para exercitar a leitura:
1º- Se você não gosta ou não tem tempo de ler livros (não sabe o que está perdendo) tente ler revistas, jornais, bulas, blogs, textos engraçados, reflexivos, enfim, alguma coisa só não deixe de ler !
2º- Não gosta de ler livros ? Tem alguma série/filme favorito, que tem livros ? Se tiver, leia o livro e vai ver como é mais completo e mais divertido. Lendo o livro do seu filme/série favorito estará exercitando a leitura e talvez pegue o hábito e o gosto pelos livros.
Feliz dia do leitor para vocês, leitoras do Fama and Moda ! Três textos bem legais, duas dicas e uma foto bem graciosa nesse post, o que acharam ? Qual seu texto favorito do post ? Gostam de ler livros ? Beijos e bom finalzinho de sábado.
(Fernando Pessoa).
A Idade de Ser Feliz
"Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa."
( autor desconhecido).
"Qualquer que seja o tipo de texto, o leitor sempre será interpelado pelo conhecimento que já adquiriu ao longo de sua vida. Nesse sentido, "ler" não é apenas decodificar o que está escrito, mas, também isso, é compreender os significados mediatizados no texto. A compreensão é um processo dinâmico, no qual fazemos uso dos nossos conhecimentos prévios e interagindo com as pistas fornecidas vamos construindo o sentido global do texto. Assim, o texto, como se vê, pode apenas programar a leitura: é o leitor que deve concretizá-la." (JOUVE, 2002, p.74).
Dicas do Fama and Moda para exercitar a leitura:
1º- Se você não gosta ou não tem tempo de ler livros (não sabe o que está perdendo) tente ler revistas, jornais, bulas, blogs, textos engraçados, reflexivos, enfim, alguma coisa só não deixe de ler !
2º- Não gosta de ler livros ? Tem alguma série/filme favorito, que tem livros ? Se tiver, leia o livro e vai ver como é mais completo e mais divertido. Lendo o livro do seu filme/série favorito estará exercitando a leitura e talvez pegue o hábito e o gosto pelos livros.
Feliz dia do leitor para vocês, leitoras do Fama and Moda ! Três textos bem legais, duas dicas e uma foto bem graciosa nesse post, o que acharam ? Qual seu texto favorito do post ? Gostam de ler livros ? Beijos e bom finalzinho de sábado.
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Relembrando 2011...
Oi gente, estava vendo a retrospectiva 2011 (sim, adorei a do vídeo show), e me lembrei de tudo que aconteceu em 2011 (o IFRJ, o Rock in Rio, o Fashion Rio, meus 15 anos, o meu autógrafo da Lauren Kate na Bienal e várias outras... ), inclusive a criação do blog Fama and Moda (criei em agosto). Vamos relembrar um pouco desse ano que está terminando ?
As tendências do ano que está terminando(foram tantas) a do color blocking, total white, listras, paetês, fendas, saia longa, mix de estampa, calça flare, saia plissada, calça colorida.
As que prometem vir com tudo em 2012: a cor tangerina, os tons pastéis, os sapatos coloridos em looks neutros.
As revelações artísticas: Marina Ruy Barbosa, Caio Castro, Adele, Paula Fernandes, Rosie Huntington-Whiteley, Marcelo Carvalho e outros.
Os eventos: Festival de Veneza, Rock in Rio, as diversas premieres, SWU, as semanas da moda ao redor do mundo.
As que prometem vir com tudo em 2012: a cor tangerina, os tons pastéis, os sapatos coloridos em looks neutros.
As revelações artísticas: Marina Ruy Barbosa, Caio Castro, Adele, Paula Fernandes, Rosie Huntington-Whiteley, Marcelo Carvalho e outros.
Os eventos: Festival de Veneza, Rock in Rio, as diversas premieres, SWU, as semanas da moda ao redor do mundo.
Os casamentos do ano: Kate Middleton e o princípe William, o casamento de Kim Kardashian e a separação de 2 meses.
E os acontecimentos não tão bons assim, a enchente na Serra, o terremoto no Japão, a morte da Amy Winehouse, Steve Jobs e outros tão especiais.
E o que esperar de 2012 ? Que o ano que está chegando traga muitas bençãos de Deus, muita alegria, paz, prosperidade, união, amor, tendências fofas e muito sucesso para todos. Que o ano que vem seja MUITO melhor que 2011. Feliz e próspero Ano Novo ! Beijos e o Fama and Moda agradece a todos que visitaram e acompanharam o blog nesse ano.
E os acontecimentos não tão bons assim, a enchente na Serra, o terremoto no Japão, a morte da Amy Winehouse, Steve Jobs e outros tão especiais.
E o que esperar de 2012 ? Que o ano que está chegando traga muitas bençãos de Deus, muita alegria, paz, prosperidade, união, amor, tendências fofas e muito sucesso para todos. Que o ano que vem seja MUITO melhor que 2011. Feliz e próspero Ano Novo ! Beijos e o Fama and Moda agradece a todos que visitaram e acompanharam o blog nesse ano.
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Texto do dia - Felicidade de Fernando Pessoa.
Oi gente, outro dia estava vendo a novela "Aquele beijo" e o Miguel Falabella resolveu narrar a história com um lindo poema do Fernando Pessoa, vou compartilhar com vocês. Espero que gostem.
Felicidade
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
(Fernando Pessoa)
Acho que o texto já diz tudo, né ? Aproveite que o ano está terminando e se tiver algo para mudar, mude sem medo. O que acharam do texto ? Beijos e boa quarta.
Felicidade
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
(Fernando Pessoa)
Acho que o texto já diz tudo, né ? Aproveite que o ano está terminando e se tiver algo para mudar, mude sem medo. O que acharam do texto ? Beijos e boa quarta.
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Já olhou para o céu hoje ?
Oi gente, como na semana passada eu coloquei aqui no blog um texto de Carlos Drummond de Andrade e o post agradou a muitas pessoas, vou tentar sempre colocar uma vez por semana um texto, frase, pensamento, poema de alguém no Fama and Moda. A frase de hoje é de Fernando Pessoa.
"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa
Frase pequena mas que nos faz refletir. O valor da vida está nas pequenas coisas, nos pequenos e grandes sorrisos, nas grandes ideias, nos pequenos detalhes, por exemplo hoje você já olhou para o céu e agradeceu pela sua vida, sua família, seus amigos ? Não ? Está esperando o que ?
Vou deixar a frase para vocês e que cada um tire uma lição dela, rs. Beijos e boa noite.
"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa
Frase pequena mas que nos faz refletir. O valor da vida está nas pequenas coisas, nos pequenos e grandes sorrisos, nas grandes ideias, nos pequenos detalhes, por exemplo hoje você já olhou para o céu e agradeceu pela sua vida, sua família, seus amigos ? Não ? Está esperando o que ?
Vou deixar a frase para vocês e que cada um tire uma lição dela, rs. Beijos e boa noite.
quarta-feira, novembro 23, 2011
Sei lá...
Oi gente, estava procurando um texto na net para meu trabalho de português e achei um lindo do Carlos Drummond de Andrade, então resolvi compartilhar com vocês. Sei lá... As vezes só falar de moda e famosos cansa (né?) então aqui vai um post super aleatório nesse blog de moda. A diferença entre o fácil e o difícil.
Reverência ao destino.
"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."
Carlos Drummond de Andrade.
Tenha fé e acredite que por mais difícil que seja a sua situação ou problema, ela vai passar. Gostaram do texto ? Amo os textos de Carlos Drummond, esse texto é grandinho, momento reflexão no blog, rs. Beijos.
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